sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Doçaria Tradicional de Natal

Neste momento, os nossos pequenos «arqueólogos», andam a investigar doçaria tradicional de Natal, que irão apresentar à comunidade educativa.....curiosos?
Aguardem....

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

S.João de Ponte e algum do seu Património




S. João de Ponte é uma vila portuguesa do concelho de Guimarães, com cerca de 6610 habitantes.



Património de S. João de Ponte






IGREJA MATRIZ - Largo da Igreja

CRUZEIRO - Rua Reitor Joaquim A. Maciel R. Torres

CAPELA DO SR. DOS AFLITOS - Largo Comendador Manuel Gonçalves

CAPELA DE S. JOSÉ - Largo Comendador Manuel Gonçalves


PONTE ROMANA - Rua da Ponte


PONTE ROMANA - Urbanização do Rio


PARQUE DE LAZER DA ÍNSUA


PARQUE DE LAZER DE PONTE




In, http://jfponte.pt/index.php/historia4/, consultado a 29/10/2014



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

17 de outubro - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza





 O dia internacional para a erradicação da pobreza celebra-se a 17 de outubro. A data foi comemorada pela primeira vez em 1992, com o objetivo de alertar a população para a necessidade de defender um direito básico do ser humano.
 A erradicação da pobreza e da fome é um dos oito objetivos de desenvolvimento do milénio, definidos no ano de 2000 por 193 países membros das Nações Unidas e várias organizações internacionais.

Pobreza em Portugal


 Em Portugal, o número de pobres e de pessoas que passam fome tem vindo a aumentar, em resultado da crise. As instituições de apoio e caridade social têm registado um aumento significativo do número de pedidos de apoio por parte das famílias portuguesas.
 Segundo dados revelados pela Rede Europeia Anti-Pobreza, 18% dos portugueses são pobres. De acordo com esta organização, o número europeu que serve de referência para definir a pobreza equivale a um vencimento mínimo mensal de 406 euros.

Pobreza no Mundo


 Dados revelados pelas UNESCO indicam que 842 milhões de pessoas continuaram a sofrer de fome crónica entre 2011 e 2013.
 A pobreza está a diminuir a uma taxa sem precedentes. Em 1990, 43% da população mundial vivia em pobreza extrema, com menos de 1,25 dólares por dia. Este número reduziu para 21%, mas há ainda muito trabalho pela frente, especialmente no continente africano.

10 países mais pobres do Mundo




  1. Burundi
  2. Tanzânia
  3. Moçambique
  4. Madagáscar
  5. Nigéria
  6. República Democrática do Congo
  7. Nepal
  8. Haiti
  9. Angola
  10. Índia

In, http://www.calendarr.com/portugal/dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza/ - consultado em 17-10-14.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dia Mundial da Alimentação - História da Alimentação


16 de Outubro e o Dia Mundial da Alimentação

   Esta comemoração, que teve início em 1981, é na atualidade celebrada em mais de 150 países como uma importante data para conscientizar a opinião pública sobre a questões da nutrição e alimentação.
   Esta data assinala ainda a fundação da (FAO). Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.

História da alimentação
    A história da nutrição e da alimentação ocorre paralelamente à da história do homem na terra. Na pré-história o homem procurou sempre localizar-se onde havia alimentos, água e onde as condições climáticas eram mais favoráveis à sua sobrevivência. O seu tipo de alimentação obedeceu primitivamente ao instinto. Com a civilização, foi perdendo o instinto e procurando alimentar-se segundo as normas aconselhadas, ou também, de acordo a oferta da natureza. 
  Relativamente ao alimento, costuma-se dividir a história da humanidade em três importantes eras:
  A primeira foi caracterizada pelo consumo de alimentos oferecidos pela natureza (vegetais e animais selvagens), o que era feito através da caça, da pesca ou da recolecção. A evolução das sociedades humanas em 3 etapas: 1) caçadores; 2) pastores sem estabelecimentos fixos (nómadas); e 3) sedentários ( cultivo do solo ou prática da agricultura).
    Através dos séculos, o homem aprendeu a distinguir o que era comestível e bom para ele. Apesar de conhecer a natureza dos processos nutritivos, os nossos antepassados revelavam cuidado e sagacidade na escolha dos seus alimentos, pois, em toda parte a história alimentar humana tem constituído um dos problemas mais sérios com que o homem se tem deparado.
    Os povos primitivos experimentaram tudo que lhes pareceu valioso no sector alimentar. Muito antes do alvorecer da história, por exemplo, os mascadores de folhas de coca, na América do Sul, os devotos de Kat, no Oriente Próximo, e os comedores de lótus do Extremo Oriente descobriram que esses produtos vegetais podem acalmar as dores e agem como estimulantes, produzindo também sonhos agradáveis.
    Sem dúvida, o homem pré-histórico realizou experiências nutricionais através dos tempos, quando começou a introduzir  na sua dieta ovos, répteis e pequenos mamíferos.
    Aproximadamente há 1 milhão de anos atrás, na China, o Homo Sapiens comia carne de animais. Através dos séculos, o homem foi ficando mais hábil como caçador, recolector de alimentos e agricultor. O apetite deve ter estimulado os sentidos do homem primitivo, fazendo-o distinguir novos e desejáveis cheiros; assim, foi levado a experimentar e saborear alimentos ainda desconhecidos. Aceitava aqueles que satisfaziam o seu gosto e recusava os que lhes causavam repugnância. Desse modo, o sabor e o cheiro devem ter desempenhado um importante papel no estado nutricional do homem primitivo.
    Na pré-história, ao que parece, o homem era predominantemente carnívoro, porque, durante o período glacial não havia vegetação no solo gelado, é o que indicam os fósseis. Comer em grupo era um prazer para o homem primitivo. Alimentava-se abundantemente de animais de grande porte, como o elefante.
    Aproximadamente no ano 8000 a.C. o clima foi aquecendo e o período glacial foi chegando ao fim. O principal sinal dessa modificação foi o reflorestamento da Europa. Aos 5000 a.C. os europeus ainda eram caçadores e recolectores, mas tinham abandonado o uso da carne crua. O aquecimento das águas, no fim do período glacial, originou a abundância de peixes e provocou o aparecimento das galinhas de água, dos ovos, dos alimentos marinhos e terrestres (lebre, cobra) vegetais e raízes, nozes e outros. Havia gado selvagem, veados e outros animais, plantas e árvores frutíferas.
    O Homo Sapiens dos aurinhacenses, e o de Cro-Magnon  alimentavam-se de carne, assando-a, abatendo animais e praticando a caça diária.
    No fim do período glacial, a nudez do solo levou o homem e os animais a reunirem-se em torno de lagos e rios. O homem primitivo começou a observar que as sementes atiradas ao solo produziam colheitas ao fim de poucos meses. Isto aconteceu no Oriente Próximo, onde o homem passou de recolector a produtor de alimentos. Foi o marco do início da civilização com o aparecimento da agricultura, sendo esta, iniciada nas praias do mar Cáspio, limite do Irão com a Rússia. A cultura de hortaliças estendeu-se, de seguida, ao Irão e vales do rio Nilo e do Indo. As grandes civilizações da Mesopotâmia e do Egito desenvolveram-se depois, que os alimentos começaram a ser cultivados.
    O mundo vegetal está estreitamente ligado à alimentação humana, constata-se, que a totalidade das plantas que servem atualmente à nossa alimentação, vem sendo utilizada há séculos.
    O trigo e a cevada parecem ter sido os primeiros cereais cultivados pelo homem ( provavelmente em Jarmo, na Palestina, uma das mais antigas cidades do mundo), cerca de 8000 a.C..Era uma variedade de trigo bastante diferente da utilizada para fabricar o pão, esta última cultivada no Vale do Nilo cerca de 5000 a.C.. Na China, cerca de 2500 a.C. e na Inglaterra, 2000 a.C..
     Em termos de variedade na sua dieta, históricamente o homem alcançou o pináculo do sucesso quando caçador/recolector. A agricultura esboçou-se pelas exigências da alimentação, tornando-se sedentários os que a ela se dedicavam. Domesticaram–se os animais e o homem destruidor converteu-se em criador. O desenvolvimento da agricultura marcou o início real da civilização. Certamente, que a agricultura teve as suas origens no vale do Rio Nilo e partes da Ásia Menor, onde o homem pastoril podia permanecer num lugar o tempo suficiente para ver a plantação florescer e a frutificação. A prática da plantação e da colheita começou entre 5000 a 6000 a.C. e não parece provável que esta prática resultasse da experimentação, como algumas vezes é sugerido. Também não podemos acreditar na probabilidade de que alguém tivesse “ descoberto “ a agricultura, embora já os povos antigos atribuíssem a deuses a prática desta divindade: Ísis, entre os egípcios, Deméter, entre os gregos, e Ceres, entre os romanos. A civilização de Creta adotou um regime alimentar que dependia menos da fertilidade do solo, “ Esse regime era baseado no azeite de oliveira, no vinho de uva, no peixe e no trigo, e revelou-se tão eficaz que permanece até hoje, o regime básico da área mediterrânea.” O azeite e o vinho exigiam uma cultura sedentária e, ao mesmo tempo, criavam a procura de recipientes de cerâmica, dando impulso à especialização da arte nesse sentido. O uso do peixe para fornecer elementos proteicos na sua alimentação, ligou a economia ao mar e deu nascimento às embarcações e proficiência náutica....
    No crescente Fértil, que começa no Egito e estende-se à Síria, à Palestina, à Mesopotâmia e ao rio Indo, cultivava-se o trigo, a cevada o centeio e o arroz. O milho miúdo já era conhecido na pré-história e o milho comum foi encontrado na América desde a sua descoberta por Cristóvão Colombo. O centeio surgiu na Grécia e em Roma. 
    Os arqueólogos tem feito referências ao cultivo das leguminosas nos tempos neolíticos, quando o homem estava a deixar de ser caçador para se tornar agricultor. Além destes produtos merecem destaque ainda, o mel, o pão, a cerveja e o vinho.
   O mel de abelhas era muito utilizado como alimento, as abelhas foram talvez, o primeiro animal domesticado pelo homem, eram consideradas animais sagrados e tinham nomes de sacerdotisas. O pão de levedura foi descoberto acidentalmente, entre 5000 a 4000 a.C. pelos egípcios, eles verificaram que, quando cozinhavam um líquido ácido obtinham um produto muito melhor que o pão que já era muito conhecido. A cultura do trigo surgiu depois.
    A indústria da cervejaria nasceu dos processos pela fermentação. Na França, o uso da cerveja era violentamente combatido e, em, Paris, as discussões sobre o assunto tornaram-se tão acesas que foi preciso a intervenção do governo. Finalmente, após dois meses de estudo na Faculdade de Medicina, em 1666, com 75 votos contra 45, foi decidido que a cerveja era prejudicial à saúde. O facto despertou interesse literário e foi discutido no Parlamento francês que, em 1670, permitiu o uso da levedura e o aperfeiçoamento da cerveja. Os mais antigos vestígios da cerveja em terra alemã foram encontrados num acampamento romano de Alzey, assaltado e incendiado em 352 d.C. pelos germânicos.
    Os condimentos também têm o seu significado na história da alimentação humana. O homem primitivo, como o actual, desejava alguma coisa a mais do que o alimento em si. Foi o sabor que desenvolveu a arte de comer e a arte de beber. A maioria dos condimentos veio do Oceano Índico, tendo sido a Índia, a Indonésia e o Ceilão os que mais contribuíram para a sua expansão. Os principais condimentos eram a canela, a noz moscada, o cravo,a pimenta e o gengibre. 
    A pimenta foi um dos primeiros condimentos utilizados pelos europeus. Nos tempos medievais, o mercador de condimentos era o homem mais rico. Uma libra de gengibre equivalia ao preço de um carneiro, um saco de pimenta valia a vida de um homem. Alarico pediu três libras de pimenta para suspender o cerco de Roma, porque os seus guerreiros adoravam pimenta. Em 1497, Vasco da Gama saiu de Lisboa para a Índia, parou em Moçambique, onde encontrou um árabe que o levou para Malabar. Lá recebeu condimentos, e este levou um ano para voltar a Portugal, com uma carga de pimenta e canela, tornando-se famoso e rico.
    O uso do sal na alimentação humana constituiu também, um marco da civilização. Este condimento deu origem a uma das mais antigas relações comerciais. O sal foi objecto de um dos principais tráficos que ligavam Palmira ao golfo da Síria. Na África, barras de sal tinham o valor de moedas. Um facto interessante, diz respeito à conservação de alimentos, que têm sido objecto de preocupação do homem desde os primórdios da história.
    O homem primitivo verificou que os cachos de uvas deixados nas videiras desenvolviam um aroma e sabor muito agradável. Séculos antes, da era cristã apreciava-se tanto esses frutos secos ao sol e guardados para serem consumidos durante o inverno.
Fonte: Livro História Da Nutrição E Da Alimentação


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Leitura recomendada pelo clube para esta semana - "Os sete guerreiros da lua"

Acerca da Citânia de Briteiros, o clube recomenda a leitura da obra "Os Sete Guerreiros da Lua", da escritora Maria José Meireles.


   O livro, destinado a um público infanto-juvenil, centra a sua história na Citânia de Briteiros.
   É dedicado a Francisco Martins Sarmento, pioneiro da Arqueologia em Portugal.



   A escritora Maria José Meireles é licenciada em História e foi professora efectiva na Escola EB 2,3 João de Meira em Guimarães onde exerceu intensa actividade pedagógica. Foi co-fundadora da Cooperativa de Ensino Artístico Árvore, em Guimarães. Nos últimos anos, tem-se dedicado à escrita para crianças e jovens. Várias das suas obras integram o Plano Nacional de Leitura, uma iniciativa do Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Cultura.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Visita Virtual à Citânia de Briteiros

Vale a pena visitar...um dos mais belos castros do noroeste peninsular...



http://citania.csarmento.uminho.pt/default.asp?language=2








O PATRONO DA ESCOLA - ARQUEÓLOGO MÁRIO CARDOSO







  O agrupamento de escolas e a Escola Básica de S. João de Ponte têm, desde o dia 9 de Fevereiro de 2007, uma nova designação. Chamam-se agora Agrupamento de Escolas Arqueólogo Mário Cardoso e Escola Básica Arqueólogo Mário Cardoso.
  Natural de Guimarães, Mário Cardoso (1889-1983) seguiu a vida militar, participou nas campanhas de Angola e Moçambique na I Guerra Mundial, tendo sido agraciado com a Ordem Militar de Avis (1925). Mais, evidenciou-se pelos seus estudos científicos nas áreas da arqueologia, da história e da etnografia vimaranense. Enquanto presidente da Sociedade Martins Sarmento, durante 40 anos, com breves interrupções, foi o prossecutor dos trabalhos arqueológicos de Francisco Martins Sarmento na Citânia de Briteiros e no Castro de Sabroso. Engrandeceu a biblioteca e o museu da instituição, ampliou e modernizou as suas instalações, publicou entre uma vasta obra original, catálogos do Museu Martins Sarmento e uma monografia sobre as duas estações arqueológicas, várias vezes reeditada.
   Foi director da prestigiada e centenária revista científica Revista de Guimarães em 1926 e de 1965 a 1972. As relações pessoais com arqueólogos de renome internacional como Garcia y Bellio, Blanco Freijeiro, Alberto Balil, Chistopher Hawkes, H. N. Savory, Beatrice Blance e Jean Arnal proporcionaram a colaboração desses eminentes investigadores na Revista de Guimarães.Da sua obra bibliográfica constam cerca de 400 trabalhos publicados em livro ou dispersos por revistas científicas nacionais e internacionais. Responsável por mais de 30 campanhas de escavações, dos trabalhos arqueológicos de Francisco Martins Sarmento, na Citânia de Briteiros e no Castro de Sabroso localizadas a poucos quilómetros deste Agrupamento Vertical de Escolas.

In,http://aeamc.edu.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=45&Itemid=114, consultado a 14-10-2014