quinta-feira, 19 de março de 2015

SEMANA DA LEITURA 2015 - PALAVRAS DO MUNDO

   No âmbito da Semana da Leitura 2015, o Clube do Património «Os Arqueólogos», apresentou à comunidade escolar um excerto da obra "Os Lusíadas" (Canto I), de Camões e a música «Fui Conquistador», da banda portuguesa "Da Vinci".
   Através da música e vestidos a rigor, com os trajes dos respetivos países, os alunos quiserem mostrar a toda a comunidade alguns dos países que fizeram parte do nosso império colonial.
   Um obrigada mais uma vez, a estes «pequenos arqueólogos», que estiveram fantásticos.
   Um agradecimento especial à dona Cidália, à Casa da Marcha Gualteriana e ao docente João David.














sexta-feira, 13 de março de 2015

ALGUNS MONUMENTOS COM HISTÓRIA – SÃO JOÃO DE PONTE

Na freguesia de São João Ponte, pertencente ao concelho de Guimarães há vestígios que nos transportam à época da cultura castreja e dolménica.
Os dólmens ou mamoas são monumentos megalíticos tumulares coletivos (datados desde o fim do V milénio a.C. até ao fim do III milénio a.C., na Europa, e até ao I milénio, no Extremo Oriente). Também são conhecidos por antas, orcas, arcas, e, menos vulgarmente, por palas. Popularmente são também, por vezes designados por casas de mourosfornos de mouros ou pias. Estas construções supunham a existência de povoações, mais ou menos habitadas, as quais, em referência a esta freguesia, eram constituídas por «póvoas». Existe ainda esse topónimo com as suas casas muito rudimentares sobre lages, com moinhos hidráulicos posteriores aos habitáculos dos povos.
Nos finais do século passado, Martins Sarmento terá detetado aqui inícios arqueológicos de um arcaico povoamento castrejo, motivo pelo qual surgirá, muito posteriormente, no inventário das estações de castrejas de A.C.F. Silva.
O padre Joaquim Maciel Torres, no seu estudo monográfico desta freguesia, editado em 1988, refere por sua vez a descoberta de uma ara romana, surgida em 1948 durante as demolições de uma «cozinha da parte do Assento». Depositada no Museu Martins Sarmento, aquela peça ostenta uma epígrafe, desta forma traduzida por Mário Cardoso: «Caio Suplício Festo, consagrou as ninfas em comprimento de voto». Facto que deve ser realçado, é o da existência de uma nascente dita «Fonte Liba», na encosta do Ave.
Também no templo paroquial existirá um elemento escultórico medieval, reaproveitado com mísula sobre a pia baptismal, o qual havia já sido trabalhado, por sua vez, a partir de um bloco epigrafado romano (Pe. M. Torres).
A designação desta freguesia advém, por um lado, de uma estrutura erguida sobre o rio Ave, de remota origem, possivelmente romana. Uma «ponte petrina» erguida próximo do extinto cenóbio de «Sancti Johnnis Baptiste», já documentada em 1059, numa doação de Ramiro II ao mosteiro vimaranense fundado por Mumadona Dias. Mas é bem recuada ainda a primeira menção documental à «Villa» e «eclesia» de «Sancti Johnnis Baptiste», datando precisamente de 20 de Abril de 991.
Próxima fica a interessante Ponte de Campelos que o autor acima mencionado considera «pré-romana».
Ainda na mesma freguesia, e ligando esta à vizinha Caldelas (Caldas das Taipas), ergue-se uma outra ponte de cantaria, esta de três arcos de volta perfeita e classificada «Monumento Nacional» desde 1926.
Quanto à arquitectura religiosa, para além da atual igreja Matriz, datada de 1815 e com ampliação e remodelação nos meados da década de oitenta, há ainda as Capelas de S. José, do Senhor dos Aflitos (barroca, setecentista), de S. Caetano (pequena e rústica), do Cruzeiro (com inscrição, no padrão da Sra. do Amparo, de 1743), da Ribeira (transladada de Vila Boa de Quires, Marco de Canaveses, em 1960) e do Meogo (de 1978 é invocada primitivamente a S. Domingos).


Fonte: Torres, Pe. J. E Salgado, A. (2004). «Roteiro de S. João de Ponte». Guimarães: Edições Consultado em 6 de março de 2015, em http://jfponte.pt/index.php/historia5/