16 de Outubro e o Dia Mundial da Alimentação
Esta comemoração, que teve início em 1981, é na atualidade celebrada em mais de 150 países como uma importante data para conscientizar a opinião pública sobre a questões da nutrição e alimentação.
Esta data assinala ainda a fundação da (FAO). Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.
História da alimentação

A história da nutrição e da alimentação ocorre paralelamente à da história do homem na terra. Na pré-história o homem procurou sempre localizar-se onde havia alimentos, água e onde as condições climáticas eram mais favoráveis à sua sobrevivência. O seu tipo de alimentação obedeceu primitivamente ao instinto. Com a civilização, foi perdendo o instinto e procurando alimentar-se segundo as normas aconselhadas, ou também, de acordo a oferta da natureza.
Relativamente ao alimento, costuma-se dividir a história da humanidade em três importantes eras:
Relativamente ao alimento, costuma-se dividir a história da humanidade em três importantes eras:
A primeira foi caracterizada pelo consumo de alimentos oferecidos pela natureza (vegetais e animais selvagens), o que era feito através da caça, da pesca ou da recolecção. A evolução das sociedades humanas em 3 etapas: 1) caçadores; 2) pastores sem estabelecimentos fixos (nómadas); e 3) sedentários ( cultivo do solo ou prática da agricultura).
Através dos séculos, o homem aprendeu a distinguir o que era comestível e bom para ele. Apesar de conhecer a natureza dos processos nutritivos, os nossos antepassados revelavam cuidado e sagacidade na escolha dos seus alimentos, pois, em toda parte a história alimentar humana tem constituído um dos problemas mais sérios com que o homem se tem deparado.
Os povos primitivos experimentaram tudo que lhes pareceu valioso no sector alimentar. Muito antes do alvorecer da história, por exemplo, os mascadores de folhas de coca, na América do Sul, os devotos de Kat, no Oriente Próximo, e os comedores de lótus do Extremo Oriente descobriram que esses produtos vegetais podem acalmar as dores e agem como estimulantes, produzindo também sonhos agradáveis.
Sem dúvida, o homem pré-histórico realizou experiências nutricionais através dos tempos, quando começou a introduzir na sua dieta ovos, répteis e pequenos mamíferos.
Aproximadamente há 1 milhão de anos atrás, na China, o Homo Sapiens comia carne de animais. Através dos séculos, o homem foi ficando mais hábil como caçador, recolector de alimentos e agricultor. O apetite deve ter estimulado os sentidos do homem primitivo, fazendo-o distinguir novos e desejáveis cheiros; assim, foi levado a experimentar e saborear alimentos ainda desconhecidos. Aceitava aqueles que satisfaziam o seu gosto e recusava os que lhes causavam repugnância. Desse modo, o sabor e o cheiro devem ter desempenhado um importante papel no estado nutricional do homem primitivo.
Na pré-história, ao que parece, o homem era predominantemente carnívoro, porque, durante o período glacial não havia vegetação no solo gelado, é o que indicam os fósseis. Comer em grupo era um prazer para o homem primitivo. Alimentava-se abundantemente de animais de grande porte, como o elefante.
Aproximadamente no ano 8000 a.C. o clima foi aquecendo e o período glacial foi chegando ao fim. O principal sinal dessa modificação foi o reflorestamento da Europa. Aos 5000 a.C. os europeus ainda eram caçadores e recolectores, mas tinham abandonado o uso da carne crua. O aquecimento das águas, no fim do período glacial, originou a abundância de peixes e provocou o aparecimento das galinhas de água, dos ovos, dos alimentos marinhos e terrestres (lebre, cobra) vegetais e raízes, nozes e outros. Havia gado selvagem, veados e outros animais, plantas e árvores frutíferas.
O Homo Sapiens dos aurinhacenses, e o de Cro-Magnon alimentavam-se de carne, assando-a, abatendo animais e praticando a caça diária.
No fim do período glacial, a nudez do solo levou o homem e os animais a reunirem-se em torno de lagos e rios. O homem primitivo começou a observar que as sementes atiradas ao solo produziam colheitas ao fim de poucos meses. Isto aconteceu no Oriente Próximo, onde o homem passou de recolector a produtor de alimentos. Foi o marco do início da civilização com o aparecimento da agricultura, sendo esta, iniciada nas praias do mar Cáspio, limite do Irão com a Rússia. A cultura de hortaliças estendeu-se, de seguida, ao Irão e vales do rio Nilo e do Indo. As grandes civilizações da Mesopotâmia e do Egito desenvolveram-se depois, que os alimentos começaram a ser cultivados.
O mundo vegetal está estreitamente ligado à alimentação humana, constata-se, que a totalidade das plantas que servem atualmente à nossa alimentação, vem sendo utilizada há séculos.
O trigo e a cevada parecem ter sido os primeiros cereais cultivados pelo homem ( provavelmente em Jarmo, na Palestina, uma das mais antigas cidades do mundo), cerca de 8000 a.C..Era uma variedade de trigo bastante diferente da utilizada para fabricar o pão, esta última cultivada no Vale do Nilo cerca de 5000 a.C.. Na China, cerca de 2500 a.C. e na Inglaterra, 2000 a.C..
No fim do período glacial, a nudez do solo levou o homem e os animais a reunirem-se em torno de lagos e rios. O homem primitivo começou a observar que as sementes atiradas ao solo produziam colheitas ao fim de poucos meses. Isto aconteceu no Oriente Próximo, onde o homem passou de recolector a produtor de alimentos. Foi o marco do início da civilização com o aparecimento da agricultura, sendo esta, iniciada nas praias do mar Cáspio, limite do Irão com a Rússia. A cultura de hortaliças estendeu-se, de seguida, ao Irão e vales do rio Nilo e do Indo. As grandes civilizações da Mesopotâmia e do Egito desenvolveram-se depois, que os alimentos começaram a ser cultivados.
O mundo vegetal está estreitamente ligado à alimentação humana, constata-se, que a totalidade das plantas que servem atualmente à nossa alimentação, vem sendo utilizada há séculos.
O trigo e a cevada parecem ter sido os primeiros cereais cultivados pelo homem ( provavelmente em Jarmo, na Palestina, uma das mais antigas cidades do mundo), cerca de 8000 a.C..Era uma variedade de trigo bastante diferente da utilizada para fabricar o pão, esta última cultivada no Vale do Nilo cerca de 5000 a.C.. Na China, cerca de 2500 a.C. e na Inglaterra, 2000 a.C..
Em termos de variedade na sua dieta, históricamente o homem alcançou o pináculo do sucesso quando caçador/recolector. A agricultura esboçou-se pelas exigências da alimentação, tornando-se sedentários os que a ela se dedicavam. Domesticaram–se os animais e o homem destruidor converteu-se em criador. O desenvolvimento da agricultura marcou o início real da civilização. Certamente, que a agricultura teve as suas origens no vale do Rio Nilo e partes da Ásia Menor, onde o homem pastoril podia permanecer num lugar o tempo suficiente para ver a plantação florescer e a frutificação. A prática da plantação e da colheita começou entre 5000 a 6000 a.C. e não parece provável que esta prática resultasse da experimentação, como algumas vezes é sugerido. Também não podemos acreditar na probabilidade de que alguém tivesse “ descoberto “ a agricultura, embora já os povos antigos atribuíssem a deuses a prática desta divindade: Ísis, entre os egípcios, Deméter, entre os gregos, e Ceres, entre os romanos. A civilização de Creta adotou um regime alimentar que dependia menos da fertilidade do solo, “ Esse regime era baseado no azeite de oliveira, no vinho de uva, no peixe e no trigo, e revelou-se tão eficaz que permanece até hoje, o regime básico da área mediterrânea.” O azeite e o vinho exigiam uma cultura sedentária e, ao mesmo tempo, criavam a procura de recipientes de cerâmica, dando impulso à especialização da arte nesse sentido. O uso do peixe para fornecer elementos proteicos na sua alimentação, ligou a economia ao mar e deu nascimento às embarcações e proficiência náutica....
No crescente Fértil, que começa no Egito e estende-se à Síria, à Palestina, à Mesopotâmia e ao rio Indo, cultivava-se o trigo, a cevada o centeio e o arroz. O milho miúdo já era conhecido na pré-história e o milho comum foi encontrado na América desde a sua descoberta por Cristóvão Colombo. O centeio surgiu na Grécia e em Roma.
Os arqueólogos tem feito referências ao cultivo das leguminosas nos tempos neolíticos, quando o homem estava a deixar de ser caçador para se tornar agricultor. Além destes produtos merecem destaque ainda, o mel, o pão, a cerveja e o vinho.
No crescente Fértil, que começa no Egito e estende-se à Síria, à Palestina, à Mesopotâmia e ao rio Indo, cultivava-se o trigo, a cevada o centeio e o arroz. O milho miúdo já era conhecido na pré-história e o milho comum foi encontrado na América desde a sua descoberta por Cristóvão Colombo. O centeio surgiu na Grécia e em Roma.
Os arqueólogos tem feito referências ao cultivo das leguminosas nos tempos neolíticos, quando o homem estava a deixar de ser caçador para se tornar agricultor. Além destes produtos merecem destaque ainda, o mel, o pão, a cerveja e o vinho.
O mel de abelhas era muito utilizado como alimento, as abelhas foram talvez, o primeiro animal domesticado pelo homem, eram consideradas animais sagrados e tinham nomes de sacerdotisas. O pão de levedura foi descoberto acidentalmente, entre 5000 a 4000 a.C. pelos egípcios, eles verificaram que, quando cozinhavam um líquido ácido obtinham um produto muito melhor que o pão que já era muito conhecido. A cultura do trigo surgiu depois.
A indústria da cervejaria nasceu dos processos pela fermentação. Na França, o uso da cerveja era violentamente combatido e, em, Paris, as discussões sobre o assunto tornaram-se tão acesas que foi preciso a intervenção do governo. Finalmente, após dois meses de estudo na Faculdade de Medicina, em 1666, com 75 votos contra 45, foi decidido que a cerveja era prejudicial à saúde. O facto despertou interesse literário e foi discutido no Parlamento francês que, em 1670, permitiu o uso da levedura e o aperfeiçoamento da cerveja. Os mais antigos vestígios da cerveja em terra alemã foram encontrados num acampamento romano de Alzey, assaltado e incendiado em 352 d.C. pelos germânicos.
Os condimentos também têm o seu significado na história da alimentação humana. O homem primitivo, como o actual, desejava alguma coisa a mais do que o alimento em si. Foi o sabor que desenvolveu a arte de comer e a arte de beber. A maioria dos condimentos veio do Oceano Índico, tendo sido a Índia, a Indonésia e o Ceilão os que mais contribuíram para a sua expansão. Os principais condimentos eram a canela, a noz moscada, o cravo,a pimenta e o gengibre.
A pimenta foi um dos primeiros condimentos utilizados pelos europeus. Nos tempos medievais, o mercador de condimentos era o homem mais rico. Uma libra de gengibre equivalia ao preço de um carneiro, um saco de pimenta valia a vida de um homem. Alarico pediu três libras de pimenta para suspender o cerco de Roma, porque os seus guerreiros adoravam pimenta. Em 1497, Vasco da Gama saiu de Lisboa para a Índia, parou em Moçambique, onde encontrou um árabe que o levou para Malabar. Lá recebeu condimentos, e este levou um ano para voltar a Portugal, com uma carga de pimenta e canela, tornando-se famoso e rico.
O uso do sal na alimentação humana constituiu também, um marco da civilização. Este condimento deu origem a uma das mais antigas relações comerciais. O sal foi objecto de um dos principais tráficos que ligavam Palmira ao golfo da Síria. Na África, barras de sal tinham o valor de moedas. Um facto interessante, diz respeito à conservação de alimentos, que têm sido objecto de preocupação do homem desde os primórdios da história.
A pimenta foi um dos primeiros condimentos utilizados pelos europeus. Nos tempos medievais, o mercador de condimentos era o homem mais rico. Uma libra de gengibre equivalia ao preço de um carneiro, um saco de pimenta valia a vida de um homem. Alarico pediu três libras de pimenta para suspender o cerco de Roma, porque os seus guerreiros adoravam pimenta. Em 1497, Vasco da Gama saiu de Lisboa para a Índia, parou em Moçambique, onde encontrou um árabe que o levou para Malabar. Lá recebeu condimentos, e este levou um ano para voltar a Portugal, com uma carga de pimenta e canela, tornando-se famoso e rico.
O uso do sal na alimentação humana constituiu também, um marco da civilização. Este condimento deu origem a uma das mais antigas relações comerciais. O sal foi objecto de um dos principais tráficos que ligavam Palmira ao golfo da Síria. Na África, barras de sal tinham o valor de moedas. Um facto interessante, diz respeito à conservação de alimentos, que têm sido objecto de preocupação do homem desde os primórdios da história.
O homem primitivo verificou que os cachos de uvas deixados nas videiras desenvolviam um aroma e sabor muito agradável. Séculos antes, da era cristã apreciava-se tanto esses frutos secos ao sol e guardados para serem consumidos durante o inverno.
Fonte: Livro História Da Nutrição E Da Alimentação
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